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terça-feira, 27 de abril de 2010

Holla chicos,

como vocês podem ver eu não ando muito "aspirada" ultimamente.
Sim, eu sei que não é assim que se fala, mas a gente perde a tia e não perde a piada.
Enfim, hoje eu passei pra deixar o link de uns trabalhos de um conhecido meu. Na verdade ele nem sabe que eu estou divulgando, mas como ele é adepto da arte vã (palavras dele) e promoveu esses trabalhos na Usina, no carnaval, e eu particularmente gosto que leiam o que eu escrevo, aí vai:

http://www.recantodasletras.com.br/autores/brunogaldini

Eu, também particularmente, não sou uma das melhores intérpretes de poesias e afins, penso que não sou sensível o suficiente.
Mas pra quem entende, gosta ou se interessa fica a dica.

domingo, 25 de abril de 2010

Nota-se que esse fim de semana não estive muito inspirada, ?!
Mas é domingo, são 23:05 e eu não tenho sono. Desconfio que seja por causa das duas xícaras de café que tomei e o leve cochilo que tirei das 14:00 até quase 17:00.
E alguém ainda tem dúvida se eu gosto da minha vida?! Só fica difícil a noite, ou amanhã cedo durante a aula, mas tá bom.
Fora isso eu passei pra recomendar que as pessoas assistam Alice, mas em algum horário em que as mães que ainda juram que a adaptação do Tim Burton é infantil não estejam. Sabe, eu até gosto de crianças, mas tem coisa que não dá...como exemplo cito a o que presenciei sábado.
Ao meu lado sentaram-se mãe e filha, esta que devia ter lá seus 5 anos, com um estoque de besteiras e refrigerante, o que é super perdoável pois essa é a parte mais gostosa de ir ao cinema.
Ocorre que criança, na maioria das vezes, não é muito adepta do bom senso, o que também é entendível pois não tem vivência suficiente pra entender o que pode e o que não pode em determinada situação.
Apesar que eu não sou criança e às vezes também faço isso...minha mãe que o diga.
Enfim, fato é que a criança se encheu de refrigerante e teve vontade de ir ao banheiro, mas a maravilhosa mãe que estava com ela queria ver o fim do filme. Poxa vida, até eu que fiz PhD com a Fiona não faria isso com uma criança, mesmo porque quem teve que aguentar a menina e sua crise de flatos também fui eu!
Conclusão: assistam, mas as 22:00, porque apesar das críticas o visual é bacana e tem o Johnny Depp! Uhu.
E sabe, concordo com um entrevistado do programa da tv cultura que eu assisti. É adaptação, não deve seguir a história e que ainda assim desperta vontade na pessoa de ler a história real.
Eu tive, por sinal eu vou.....só esperando alguém providenciar o exemplar que eu quero. Mãe, alguém aí se habilita? rs

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Marinheiro só...

Oh! Marinheiro, Marinheiro
Foi quem te ensinou a nadar
Ou foi o tombo do navio
Ou foi o balanço do mar?
Me avisa aí que eu também tô precisando aprender, viu....agora é assim, toda vez que chove minha casa alaga.

Ih, mais Paralamas...
Alagados, Trenchtown,
Favela da Maré
A esperança não vem do mar
Nem das antenas de TV
A arte de viver da fé...

Enfim, isso não me aflige, foi só a parte divertida do dia, porque hoje eu acordei com a macaca, eu era praticamente a Monga. Mas aí é que rola aquela vantagem em ser bipolar!
Ao longo do dia eu dormi, tentei passar minha matéria limpo, acho que tá aí a explicação da chuva, fiquei assistindo a entrevista dos garotos THE NAME...
Um dia normal pra um começo de fim de semana, até que eu tive a maravilhosa ideia de rever uns filmes, porque eu tenho a estranha mania de assistir mil vezes o mesmo filme e gostar, chorar e quase não lembrar do que aconteceu, pra poder ver de novo.
Posto isto levantei da minha cama, troquei de roupa e fui até a locadora, que eu sempre vou porque o menino indica uns filmes legais, só que o único problema é que o menino que indica os filmes legais não estava, só estava a chefe dele, que não é das mais simpáticas.
Eu: Oi, tudo bem?
Ela: Sim, tudo.
Eu: Eu tenho alguns tickets, mas queria descontar o meu cartão (que você ganha quando completa 1 zilhão de locações), só que ele ficou na bolsinha número 357, posso descontar quando vier devolver os filmes.
Ela: Não.
Eu em pensamento: Ah mano, dormiu de calça jeans justo hoje?

Mas tudo bem, peguei um filme que queria ver e vim lembrando uma história, logo pensei em postar.
Pois é, contei tudo isso porque a japonesa mala me remeteu a uma história do meu passado adolescente e não tão longínquo.
Ah, ela só tem participação porque olhando pra ela me lembrei do meu grande amor aos 14 anos, é que ele é mestiço, whatever, lembrei.

Tudo aconteceu quando eu tinha uns 12 anos. É, isso faz quase 13, mas abafa.
Eu estava na casa de um dos meus primos esperando meu pai se manifestar e ter vontade de ir embora, porque eu já tava com vontade fazia tempo. Mas passou, assim que meu outro primo apareceu com uns três amigos e em meio à eles estava o meu mais novo amor.
Incrível, ouvi até o som dos violinos!!
Eu tinha uns 12 anos e ele estava no auge dos seus 22, 23. Só algum tempos depois descobri que isso também não fazia muita diferença pra ele, e foi aí que começou o “desespero da geral”.
Foi uma das coisas mais legais que eu já vivi, porque era quase platônico. Óbvio que ele tinha namoradas e mulheres da idade dele, mas rolava um sentimento, até quando voltei da minha viagem de formatura da oitava série, isso uns dois anos depois do evento supracitado, e descobri que ele tinha ido pro Japão.
Sabe quando a gente sente que levou um banho de balde de água fria?! Foi assim que me senti, porque eu ouvi por acaso, ninguém tinha coragem de me contar, ou não sabia como. Muito me espanta minha avó não ter dado com a língua nos dentes (acho que é porque ela era baguela....eu sei, eu sei...a mesma praça, o mesmo banco...).
Tudo bem, por que ele ligou, mandou carta, voltou pro Brasil, mas sabe como é né. Lembra que eu disse que existem coisas que devem ficar só pra lembrança?
Essa é só mais uma delas.
Mas garanto que não foi só na minha que ficou não, meus pais devem lembrar com muita vivacidade, rs e a Bru também. A Bru,minha "fiel escudeira".

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Tenho dois adendos para hoje:

O primeiro é que o texto abaixo não saiu a contento, porque é difícil raciocinar e bater papo com meu pai, que estava relembrando todos os presidentes, desde a época da ditadura.

E o segundo é uma homenagem:
- Valeu pela convivência breve. Vai com Deus prof.

Tem dias que o dia é foda...

Quando eu era pequena minha mãe tentou me ensinar o quanto era bonito e delicado ser educado, eu achava que não tinha adiantado, mas diante de certas situações penso que não me saio tão mal assim. Digo isso porque as pessoas não te poupam, então as minhas grosserias se transformam em quase nada perto dos ocorridos de hoje.

Alguém provavelmente já percebeu que sou adepta de gírias idosas e por isso entrei em êxtase em meio a uma aula de direito penal meu ídolo, de todos os ídolos, comentando sua maravilhosa teoria sobre o “princípio fundamental dos gersons”, que também é considerada pelo meu pai.
Após beber da fonte divina do conhecimento, precisei ir ao centro da cidade fazer compras para a minha avó. Óbvio que para cumprir meu objetivo era necessário sacar dinheiro, portanto me dirigi ao banco.
Logo que adentrei ao recinto atropelei uma criatura, o que não é anormal, já que estou acostumada a eventos catastróficos causados por mim
Fui educada ao quadrado, pedindo desculpas consecutivamente ao evento e questionando polidamente o garoto do “estou aqui para ajudar” sobre os caixas, que aparentemente estavam em manutenção.
Ao ser atendida, também educadamente, pelo garoto do “estou aqui para ajudar” fui ultrapassada pela direita, e vejo que a criatura que eu devia ter derrubado sem me arrepender, estava atracado com o caixa eletrônico. Beleza! Eu fico na fila...
Será que nunca ninguém ouviu falar sobre uma lei física de ação ou reação? Não, só sabem responder à lei dos gersons?

Agora preciso dissertar sobre o próximo motivo que me leva a pensar que sou mais fina do que imaginava. Isso foi quando me incitaram a pensar que eu era diferente. Pois é, vieram me contar isso também, mas num evento surreal:
No “estacionamento” dessa mesma faculdade, essa onde tive aula de direito penal, meu carro foi furtado, o que não é lá muito divertido.
Divertida mesmo é a reação do pessoal.
Logo após o furto alguém me aborda na faculdade:
- Roubaram seu carro, né?!
- Sim, como você sabe?
- Ah, o porteiro disse que tinham roubado o carro daquela menina diferente, aí pensei mesmo que era o seu.
Ok, três anos se passaram e resolvi adquirir “um mimo” pra filha de uma amiga minha, porque de todas as minhas amigas eu sou a que sobrou pra titia, tirando minha prima. Nota-se que o negócio é de família!
Então, com muito boa vontade, entrei na loja para olhar um conjuntinho gracioso e resolvi, também educadamente, pedir informações à vendedora, quando esta indaga:
- Você é daqui?
(Pausa para a busca na memória, tinha dúvida se ela poderia me conhecer de algum lugar e eu não me lembrar, como é de costume) E quando respondi afirmativamente fui surpreendida com um:
- É que você é diferente, ...seu sotaque.
Agradeci, respondi, tive qualquer reação porque achei que tal situação não tem resposta correta e fui até o estacionamento pensando se o problema era a minha camiseta verde dos “Beatles”.
Cogitei que essa cor podia me relacionar aos seres extraterrestres, mas quando entrei no possante, ao avistar um ser careca cabeludo vestido da mesma cor, num degradê maravilhoso, calça justa e camisa camuflada, acentuando a barriga, e foi quando concluí que eu poderia ser mesmo diferente e que o verde não era o problema.