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sábado, 29 de janeiro de 2011

Desafinadérrima!

Posso dizer com toda certeza do mundo que uma das minhas maiores paixões é escrever, posto isto, posso dizer que meu blog é uma das paixões da minha vida apesar de ter andado um tanto defasado visto os padrões textuais que me agradam.

Pois é, meus textos oscilam de acordo com os meus sentimentos.(
Agora quem fala é a voz da minha consciência, meu grilo falante: - sentimentalóide idiota, você acha mesmo que alguém está interessada nos seus sentimentos?)
(E quem responde sou eu:
- Querida consciência,
espero com muito afinco que alguém realmente se interesse, pois
"Se você insiste em classificar
Meu comportamento de anti-musical
Eu mesmo mentindo devo argumentar
Que isto é Bossa Nova, isto é muito natural
O que você não sabe nem sequer pressente
É que os desafinados também têm um coração"

E sem mazelas, delongas e afins deixo minhas palavras nas mãos de pessoas infinitamente mais geniais que eu, mas que sentimentalmente estão aquém do infinito em relação ao meu sentir.


"Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto"

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Garota enxaqueca, ou tpm?

Saudade: só conhecida em galego e português, descreve a mistura dos sentimentos de perda, distância e amor. A palavra vem do latim "solitas, solitatis" (solidão), na forma arcaica de "soedade, soidade e suidade" e sob influência de "saúde" e "saudar".

Apesar do Wikipédia não ser a fonte mais fiel do mundo define com fidelidade o que EU sinto nesse exato momento.
Há uns três dias, quando estava longe de casa, poderia usar essa palavra para qualificar inúmeros momentos, porém agora estou aqui e ainda consigo pensar nela. Mas a saudade de hoje veio como numa avalanche que teve seu princípio, acreditem ou não, no meio da locadora de filmes quando me peguei chorando.
Passível de explicação?
Numa das noites longe de casa, como já citado no último post, assisti a um filme e realmente providenciei um caderninho para anotar todas as coisas que ocorriam e para minha surpresa a maioria delas não parecia positiva. Fiquei em dúvida se continuaria ou não e por hora me abstive.
Acho até que deixei de pensar sobre isso, afinal meu ano começou agora e não quero olhar pra ele de um modo histérico.
Só que hoje uma tristeza imensa invadiu meu coração e não pude deixar de anotar isso, e mais uma vez pude perceber que era saudade, mas dessa vez era de uma coisa que jamais esperei sentir...era saudade de um amor, homem e mulher, como desses de filmes, que você conhece a pessoa no Japão e ela vem voando num cata-vento até o Brasil e pula de pára-quédas na laje da sua casa, esses que você nem sabe se existe, sabe?

"Cenas do meu filme
Em branco e preto
Que o vento levou
E o tempo traz
...
Personagens do meu livro
De memórias
...
Entre todas as novelas
E romances"

Como é difícil ser romântica nos tempos de hoje...não eu vou além, porque gosto das expectativas, dos sonhos, do meu mundo só meu, E, logo de cara, no meu caderno de todas as coisas melhores de mundo fica um brasileiro que conheci uma noite antes de embarcar...
Será que fiquei mexida?

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

As melhores coisas do mundo

Antes de qualquer postagem preciso comunica-los que nao sei usar teclado gringo, portanto qualquer problema de acentuacao ou ausencia de sinal grafico e mero analfabetismo funcional em relacao a tecnologia.

Sou super suspeita para tecer qualquer comentario sobre cinema nacional, pois apesar do excesso de palavroes sou fa assumida da producao patria. Sei que tambem sou fluente neles, mas convenhamos, e diferente ne...
A despeito desse pequeno problema, ontem, eu e meus primos investimos nossa noite infinda no hemisferio norte do globo em assistir um filme chamado As Melhores Coisas do Mundo!
O primeiro feliz comentario consiste em: O Mano toca Beatles muitas vezes ao longo do filme.
Pra quem me conhece sabe que e o suficiente pra me conquistar....aiai
Segundo: temos Paulo Vilhena de cabelo, professor de musica E, nao menos importante: Caio Blat como professor de fisica. Ate com meus 25 anos foi inevitavel nao me apaixonar por ambos.
Acho que fetiche por professores e eterno.
E o resto nem vou contar...porque to aqui pra recomendar o filme e nao pra fazer como minha professora da sexta serie, que apesar de ter sido uma das melhores professoras de gramatica que tive ate hoje, ela ia toda quarta feira aos cinemas e na quinta contava o filme todo, acabando com a graca dele.
Uma coisa muito bacana que posso comentar, que nao estragara a historia para quem quiser assisti la e que uma das personagens tem um caderninho, onde anota tudo que acha necessario e em quem me inspirei para comecar a fazer o mesmo, pois apesar da diferenca de 10 anos de idade entre mim e ela acho recomendavel que todos o facam, para nao esquecer que por mais que a vida pareca cretina as vezes, ainda sobram as melhores coisas do mundo.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

With a little help from my friends

Uhu, mais um post do gênero bunda...cheguei ao ponto de ouvir Dave Matthews, o que é quase uma ofensa pra mim, porque eu detesto o Dave Mattheus, pra começar nem sei se escrevo o nome dele certo.
Uma boa desculpa é que era uma música que ele canta com Rolling Stones. Posso me sentir redimida agora, eu acho...
Enfim, depois de muito pensar pude perceber que nesse blog a maioria dos posts são dedicados a alguém. Alguém que geralmente eu conheci, percebi, gostei, ou algo nesse sentido, então esse não seria diferente, apesar do alvo dessa vez não ser específico.
Com essa conclusão vi o quanto os sentimentos/relacionamentos podem ser bizarros, mesmo que inexistentes. Na verdade, nem sei se acredito na inexistência dos relacionamentos, porque por mais que platonicamente eles existem, ainda que só uma pessoa o construa.
O mais iportante é que ele foi intencionado, assim ele existiu pra alguém.
Nunca ninguém ouviu que o que vale é a intenção? Então, 50% dele existiu....é uma porcentagem considerável.
Queria que as pessoas não tivessem medo de admitir algo assim.
Porra, eu fico espantada ao ouvir sobre as (in)consequências...quem no mundo instituiu que TUDO na vida deve ser pensado?
Meu,a vida é um presente pra qualquer pessoa, vivê-la seria o mais justo a se fazer.
Por mais difícil que ela seja, essa seria a única retribuição que poderíamos dar por essa dádiva, e ainda assim não chegaria à altura.
Sei que é um discurso de quem tem uma vida muito, mas muito boa mesmo. Mas acho que ainda que eu tivesse uma vida não tão feliz eu procuraria viver o máximo do que me agradasse, porquê ninguém sabe onde a felicidade realmente está.
E o sentido da vida não é só ser, é ser....mas ser feliz, senão não faz sentido.
É ser em função de algo que te faça feliz e melhor ainda seria se por ventura também fizesse alguém mais feliz, não conheço muitas pessoas que saibam o sentido dessa palavras, mas esse tipo de atitude costuma chamar ALTRUÍSMO.
Então faça, sem pensar....ou pense se achar necessário, mas uma vez eu ouvi:

"Qualquer coisa que você faça será insignificante, mas é muito importante que você faça"

(Gandhi)

Por isso, agora, sou eu quem diz: Não se limite por esperar reciprocidade, porque qualquer sentimento é generoso e não espera uma resposta, apesar desta ser sempre bem-vinda.
E se não for assim, ninguém mais além dos sonhadores poderá saber a sensação de tocar as nuvens, e é por isso que finalizo com meu sonhador preferido, Kevin Arnold:

"Algumas pessoas passam por sua vida e você nunca mais pensa nelas. De outras, você se lembra e talvez imagine o que pode ter acontecido com elas. Outras, você imagina se pensam no que aconteceu a você. E há aquelas que você não gostaria nunca mais de lembrar, mas se lembra.

...

Existem pessoas que passam em nossa vida e vão embora e nunca mais ouvimos falar. Outras entram e permanecem para sempre. E há aquelas que passam e vão embora, mas jamais as esqueceremos."

...Do you need anybody?
I need somebody to love.
Could it be anybody?
I want somebody to love.


Would you believe in a love at first sight?
Yes I’m certain that it happens all the time...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

So take my hand and make me away...

Hoje não vou celebrar a estupidez humana, só a minha mesmo.
Sempre aos finais de ano tenho a mesma sensação de que poderia ter feito tudo diferente, não em relação aos atos da vida cotidiana/social, mas pelo modo como dirijo minha própria vida.
Tenho 25 anos e sou sustentada pela minha mãe. Nem sempre por escolha própria, mas porque simplesmente não me encaixo, ou não me adapto, ou as pessoas não se adaptam a mim.
Hoje foi um dia positivo em relação a isso, pois recebi um e-mail falando sobre mim e uma repercussão que o blog teve capacidade de acarretar.
Por um momento foi maravilhoso, porque isso sou eu. Mas aí olhei pro lado e vi o quanto já consegui estagnar minha vida, o quanto faço isso com frequência e o quanto ainda não enxergo uma luz no fim do túnel.
Olhei e vi toda as oportunidades que tive/tenho e que apesar de dizer que minha sorte tem mudado, ela nunca faltou.
Olhei e vi a bagunça que consegui deixar tudo, angústias e sentimentos, até agora...ainda não sei se consigo.

Não me leve a mal, me leve apenas para andar por aí.