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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

"Would you believe in a love at first sight?

Yes I’m certain that it happens all the time..."

(Renata versão Across the Universe)



...Ontem fui dormir emputecida, mas mais emputecida ainda fiquei logo que levantei, já pensando em como resolveria isso!
Pensando em como segurar sua mão, em como resolver seus problemas, ou como te trazer para o meu mundo.

"Não me leve a mal
Me leve apenas para andar por aí"

sábado, 21 de agosto de 2010

Já avisei que investiria novamente no meu blog, depois da ligação cósmica que aconteceu hoje não haveria porque desistir dessa idéia.
Pois bm, posto que sofro de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, vulgo TDAH (se é que ainda isso é chamado assim), faço acompanhamento mensal com uma psiquiatra.
Não se assustem, é ótimo e recomendável, pelo menos para os hiperativos.
Enfim...
Essa semana passei por lá umas duas vezes porque estava enfrentando alguns problemas que imaginava ter de enfrentar só na primeira fase do jogo, mas com certeza vocês se lembram que eu tenho alguns problemas de adaptação. Portanto...
Pois então, no segundo dia em que fui ao encontro da Dra.Lú ela sugeriu que me ativesse à realidade, seguisse minha rotina.
Juntamente a isso recomendou uma leitura entitulada "Eneagrama", que até agora não passou das primeiras páginas porque eu estava envolvida em leituras acadêmicas, e aos fins de semana qualquer atividade literária em casa é considerada inviável.
Porém, logo no começo do livro houve uma menção ao sufismo, palavra cuja qual não encontrei o significado no precário dicionário (só pra rimar) que temos em casa.
Deixei para depois, né?! Pra pesquisar na internet, ou melhor, no google. E nesse "meio tempo" cometi suicídio emocional assistindo "Idas e Vindas do Amor".
Sim, sei que só pelo título altamente desprezível deveria ter descartado essa hipótese, mas que posso fazer se não resisto ao Ashton Kutcher??
E apesar dos pesares do filme são citados trechos de poeta chamado Rumi, e pra minha surpresa:

A principal obra de Rumi é o Maṭnawīye Ma'nawī (Dísticos Espirituais; مثنوی معنوی), um poema em seis volumes considerado por alguns sufis como o Corão em língua persa. É considerado por muitos como um dos maiores trabalhos de poesia mística.

No Sufismo busca-se desenvolver um coração que possa orar, busca-se a compreensão e vivência dos aspectos mais profundos do Islam, com o objetivo de permitir ao ser humano desenvolver, em vida, o potencial que lhe foi concedido por Allah.
Não há distinção entre Sufismo e Islamismo. Sufis são muçulmanos que buscam empenhar-se em suas comunidades, a viver os ideais islâmicos em sua inteireza.

"Em cada coração há uma
janela para outros corações.
Eles não estão separados,
como dois corpos.
Mas, assim como duas lâmpadas
que não estão juntas,
Sua luz se une num só feixe."

(Jalaluddin Rumi)

Portanto, depois de tamanha coincidência, não poderia deixar de escrever sobre isso.
Cheguei à conclusão de que André Abujamra tem razão quando diz que "O mundo é pequeno pra caramba..." Além do quê, foi a parte mais emocionante do dia.
Depois disso tentei pintar as madeixar, mas o resultado não foi satisfatória e enquanto procedia consegui quebrar um espelho.
Só não considero um mau presságio porque em meio à uma coincidência tão feliz não poderia haver "pedra tão grande no meio do meu caminho".

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O amoooooor é filme, eu sei pelo cheiro de menta e pipoca...

Tem sido difícil pensar em algo pra escrever ultimamente.
Sempre, em qualquer tempo, o que quer que esteja passando prefiro escrever a ter de dizer.
Sempre foi assim, achei que sempre seria.
Já comentei por aqui que escrever um livro é um dentre inúmeros sonhos que tenho?
Pois é, apesar de não parecer sou uma sonhadora inata.
E,ainda assim, cá estou, sem uma grande história, apesar de ter motivos e inspirações.
Pensei então, que uma boa forma de contar algo agora seria inserindo-me em personagens mundial ou até, mais humildimente, nacionalmente conhecidos.
A primeira que me passou a cabeça foi Julieta, é, ué! Sou uma romântica assumida agora!
Mas ela morre.
Não serve.
Comecei então a me lembrar da Cinderela, apesar da minha favorita ter sido sempre A Bela Adormecida.
Mas A Bela Adormecida está fora do contexto todo, porque se eu tivesse que esperar meu príncipe dormindo estaria "fodida", não literalmente, na atual conjuntura!
E minha história também envolve festas (ruins, mas festas), tempo breve e uma abóbora. Mas naquele tempo a abóbora era eu! É o que acontece quando se tem condições sanitárias lamentáveis e mau humor latente.
Mas além da Cinderela encontrei uma personagem por quem guardo um carinho especial, pois além de ser delicada é conhecida em âmbito nacional!
- Lisbela, essa é minha homenagem pra você!
Nota importante: Lisbela não é personagem de filme do Didi. Por que se fosse escolher algum personagem desses filmes seria o Supla da Escola Atrapalhada.
Aí, tá vendo.....todas essas histórias envolvem um príncipe.
A minha também envolve uuuuuum.
Não denotativamente falando, porque até onde sei não conheço ninguém da família real, mesmo porque isso no Brasil é "over".
Ele também não tem um cavalo branco, mas tudo bem, seria inviável nesse mundo tecnológico e globalizado.
Mas além desses detalhes tenho que adaptar a princesa da história, que nesse caso seria eu!
Rá, certeza que alguns me imaginaram de vestido bufante cor-de-rosa e uma coroa, na janela de uma torre!
Nossa, eu também imaginei. Que visão do inferno. Mas se até o Supla teve direito de ser "o mocinho" em um filme, porquê eu não teria?
Enfim.
Minha história também não envolve um sapatinho de Cristal. Duvido muito que exista um sapatinho de Cristal do tamanho do meu pé.
Analisando melhor, somos os anti-heróis dessa história toda.
De qualquer forma foi e, pra mim, ainda é romântica, inusitada e apaixonante.
Acho que por isso tem tomado boa parte do meu tempo, sonhos e emoções.

"Eu quero a sina de um artista de cinema
Eu quero a cena onde eu possa brilhar
Um brilho intenso, um desejo, eu quero um beijo
Um beijo imenso, onde eu possa me afogar
...
Moça donzela, mulher, dama, ilusão
Na minha vida tudo vira brincadeira
A matinê verdadeira, domingo e televisão..."

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Coma a sobremesa antes de tudo!

Por algumas vezes já ouvi essa sentença e apesar de achar uma ótima idéia sempre pensei que poderia acarretar problemas.
Acontece que agora, finalmente, descobri o significado dessa frase. Nesse caso específico, acredito eu, a sobremesa tomou o significado conotativo que a ela pertencia, e, também nesse caso, já ponderei que a "sobremesa" poderia mesmo ficar em segundo plano. Mas, de um mês pra cá, aproximadamente, sinto que deveria enfartar-me dessa iguaria.
Talvez por ser a primeira vez que provei algo tão doce e delicado.
Doce ao ponto de me prender ao desejo de provar a maior parte do tempo, e delicado suficiente para ter Cranberries no repeat "all day" e Kings of Leon (que eu nem gosto) como trilha sonora para remeter a essa sensação. Melhor, delicado ao ponto de, impulsivamente, me fazer acreditar que não se sabe o suficiente da vida para permitir saborear a sobremesa depois.
O problema é que a compreensão chegou a mim em um contexto em que a decisão não é individual ou exclusivamente minha. Mas a maior novidade VOCÊ não sabe:
- Tudo que eu queria era poder dividir esse prazer com alguém, no singular.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Engraçado como me conforta poder escrever.
Porque tudo já havia começado ontem, mas o dia de hoje superou qualquer tendência da máxima: "Quando você acha que tá tudo perdido pode piorar!"
É fato que meninas acordam com o pé esquerdo mais vezes ao longo de um mês do que meninos, mesmo que não seja na época da famigerada TPM. Sem nenhum conhecimento na área médica ainda acredito que os hormônios tem poder de agir 36 horas por dia no nosso corpo.
Sendo assim acordei mais adolescente do que nunca, me sentindo a "última bolacha do pacote?", mas daquele que está na prateleira de baixo do estoque que fica no porão do mercado.
Sentiu o drama? Pois é.
Acredito que os que já passaram pela fase mais difícil de suas vidas saibam bem o efeito que uma paixonite pode causar em um adolescente, ou quanto o MEDO que circunda essa novidade pode influenciar seus atos.
Enfim lá estava eu, tendo minha crise máxima de menininha, achando que aquilo poderia ser o pior momento do meu dia.
Malfadado engano!
Pois, eis que surge pela porta da sala o queridíssimo catedrático responsável por uma cadeira importantíssima do extraordinário curso de direito, que obviamente não vinha sozinho mas sim acompanhado por um fardo de provas, que acredito ser pouco menos pesado do que aquele que eu carreguei pelo resto do dia.
Logo ao chegar apresentou um surpreendente show, cujo qual tinha como protagonistas seus respectivos alunos, aqueles que anteriormente haviam respondido as provas.
E para surpresa de todos os artistas a tragédia se tornou-se um espetáculo satírico e jocoso e, ainda agora, doze horas depois, não consigo tirar a minha fantasia de Pierrot.