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domingo, 31 de outubro de 2010

Direto do arco-da-velha...

Do arco-da-velha: coisas do arco-da-velha são coisas inacreditáveis, absurdas. Arco-da-velha é como é chamado o arco-íris em Portugal, e existem muitas lendas sobre suas propriedades mágicas. Uma delas é beber a água de um lugar e devolvê-la em outro – tanto que há quem defenda que “arco-da-velha” venha de arco da bere (“de beber”, em italiano).
Fontes: Locuções Tradicionais no Brasil. ed. Universidade Federal de Pernambuco. Luís da Câmara Cascudo e Guia dos Curiosos.

Agora que a expressão já foi devidamente esclarecida posso passar a contar minha história.
Moro em um bairro tradicional da minha cidade, acredito que até ter sido um dos primeiros bairros a existir, fruto da colonização espanhola.
Pois bem, as pessoas que moram por aqui moram desde que nasceram, exemplo vivo disso é a minha família. Meu avô mora aqui têm uns 60 anos, e minha avó, acreditou eu, há quase isso também.
Então, a julgar por esses fatos pode-se concluir que a maioria das pessoas se conhece, para não dizer todas elas, o que implica numa fábrica bizarra de fofocas. E só tô contando tudo isso porquê aconteceu um fato muito engraçado.
Meu primo tem uma imobiliária, e meu tio trabalha com ele. Ambos estão empenhados em vender um imóvel bem grande na principal rua do bairro, de até pequeno destaque na cidade pois nela existem vários comércios, igrejas e acessos a estradas. A gente sabe disso porque eles são da nossa família, mas a parte é engraçada é que o bairro inteiro sabe também, mas sabe o seguinte:

Distinta idosa: - Ô moço!
Moço: - Pois não.
Distinta idosa: - Que vai ser aí, hein?
Moço: - Ah, vai ser uma funerária!

Agora o bairro já sabe que o imóvel, que nem foi vendido ainda, será uma funerária, graças ao trabalho de uma imobiliária que situa-se na rua do mesmo.

Bem-vindos ao nosso cotidiano.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Aos meus fiéis seguidores e aos não tão fiéis assim (rs) foi possível perceber a marézinha de merda por qual tenho passado.
Por isso, apesar de ter verdadeiro desprezo por qualquer teoria provinda de textos de auto-ajuda, vou começar a programar o meu feriado.

Sorocaba, calor do cacete. Sexta-feira começou azeda mas o destino resolveu ser um pouco carinhoso comigo e chegou aos meus ouvidos que uma vaga de estágio que esperava realmente poderá ser minha[segundos de alegria].Logo após a faculdade meu pai "baixou enfermaria" como ele mesmo diz, e lá vâmos nós.
Aparentemente tudo resolvido, mas a minha irritação rotineira continua a pulsar aqui por dentro.Então, voltando ao por isso...por isso resolvi apelar e comecei a programar minha mente e meu estado de espírito. Acompanhem comigo:

- Seu mau humor vai passar, sua sorte vai mudar e seu feriado bonito vai ficar assim que você aprender a rimar!

"Acho que o imperfeito não participa do passado
Troco as pessoas
Troco os pronomes

Preciso de oxigênio, preciso ter amigos
Preciso ter dinheiro, preciso de carinho
Acho que te amava, agora acho que te odeio
São tudo pequenas coisas e tudo deve passar"

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Ahhh,

há tempos não tenho o que escrever.
Mas hoje, excepcionalmente hoje, quando vi uma notícia na Folha de São Paulo dizendo que vão lançar um box com todos os CD's da banda Legião Urbana, fui acometida por uma vontade imensa de chorar e sentar aqui pra escrever.

Nada específico, mas é que fiquei tãããoo feliz quando lembrei o quanto me emocionava ao ouvir a música Dezesseis!
Talvez até porquê quando eu tinha 15 anos, o menino de 18 que eu tanto gostava, morreu de acidente de moto, no dia 31 de dezembro. Acho que foi o Ano Novo mais triste de toda a minha vida.
Até hoje tenho dúvidas se ele sabia que eu realmente gostava dele...uma vez num soho ele me disse quem sim, mas quem saberá?!
Toda vez que ouvia essa passava um filme na minha cabeça, o que não é raro. Todas às vezes que penso algo passa-se um filme na minha cabeça, a la Fantástico Mundo de Bob. Panpanparan prararan pararan....
Voltando ao assunto, infelizmente tive a falta de sorte de perder algumas pessoas tão queridas....mas, às vezes algumas vidas precisam se perder para outras acontecerem...
E a Legião?
Pois é....Faroeste Caboclo, eu ouvia todos os quase 14 minutos. Na verdade já usei até como medida de tempo, enquanto esperava um lanche ficar pronto uma vez....calculamos que deveríamos cantá-la umas três vezes até o lanche sair. E isso eu já não era mais tão adolescente.
Depois disso veio a versão de uma Menudos, que eles fizeram no cd Ao Vivo, que nem tá na coletânea....Hoje a noite não tem luaaar, e eu estou sem ela...
Só meu pai deve saber o quanto eu ouvia essa música por dia.
Viva o repeat.

Pois é, hoje sem mais. São só recordações, que pelo menos a mim nem são tão idiotas, mas usei delas para tomar coragem para voltar a escrever...
Veremos o que terei para o fim de semana.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Hoje descobri algo que me irrita mais do que mulheres mal comidas. É muito, mas muito mais irritante quando quem acorda frígida é você!
Frigidez matinal somada à uma tpm avassaladora.
E como a merda nunca vem sozinha, todos esses fatos seguidos de aulas sobre o direitos trabalhistas das mulheres, exuberantemente ilustrados por minha professora que se dignou a fazer agachamento para uma mera demonstração.
Afirmo com toda convicção do mundo: - NUNCA PRESENCIEI ALGO TÃO CONSTRANGEDOR.
Pra completar, como não poderia deixar de ser, mais uma sexta-feira a noite trancada em casa...
Pote de sorvete;
Amor próprio: Zero;
Dignidade: Bem longe;
Virgindade: Aberta a especulações.
(ZUMBILÂNDIA - texto devidamente adaptado)

Fora isso, um pensamento qualquer e latente...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Mundo singular

Não bastasse ter nascido libriana, tive a sorte de tê-lo feito hipertímica também!
Quer que traduza tudo isso?
Libriana: sentimental, falante, sentimental, eufórica, egocêntrica (no bom sentido, claro....aquele lance de ser o centro das atenções), sentimental, indecisa e, como não poderia deixar de ser, sentimental.
Hipertímico: apresenta quadro eufórico e não vivência fatos sem afetos acoplados, vive o mundo subjetivamente.
Esso foi o resumo das minhas pesquisas, agora some tudo isso a uma característica inerente à minha personalidade, ou caráter: transparência.
E tudo isso pra quê?
Pra resumir meu feriado, que está quase no fim:

"Sábado-feira" me arrisquei a ir no SWU, já que iria à óbito se não visse o Amarante, mas junto ao prazer veio a senilidade (leia-se também um pouco de mau humor).
Cheguei em casa as 5 da manhã. Mas sabe como é né, a gente tem que provar pra dizer se gosta ou não. Foi assim com a berinjela também.
Pode ser que dela eu tenha gostado um pouco mais.
A culpa também não foi só do show, é que quando algo me incomoda não sou a pessoa mais esforçada do mundo.
Depois disso veio o domingo que, por motivos óbvios, passei assistindo A Bela Adormecida, que faz parte da sessão nostalgia e que se caso, por sorte, eu arrume um marido, será o tema do meu casamento, assisti também Touro Indomável que apesar de todo o respeito que tenho por Robert Deniro (junto ou separado), me cansou um pouco.
Aí chega o auge do feriado: a segunda-feira. A dona de toda a depressão e do post.
Segunda-feira solitária e fria, o que implica em depressão e muitos doces, fora a reflexão corriqueira.
Porquê será, meu Deus, que eu sou tão sozinha?
Eu me dou tanto, até demais...e o que eu tenho? Porquê não tenho?
Uma das respostas veio de uma luz, um pouco menos intensa que a divina, apesar de achar que as pessoas tem o brilho de Deus: - Porquê seu mundo é singular!
Você pensa que é fácil viver nele? Tudo nessa vida tem um preço.
Afora os cresça e amadureça que ouvi, essa foi a resposta mais cabível às minhas perguntas.
Porque quem, nesse mundo, instituiu que a gente tem que amadurecer? E o que é amadurecer?
Sentir de menos? Não, obrigada...
Só o que peço é que tenham coragem de encarar meu mundo, se for do seu interesse, porquê ele não é difícil, só cheio de encantos.

"Que quem ama nesta vida
Às vezes ama sem querer"

Obs: Cazuza não era era libriano, e sim canceriano, o que leva a uma intensidade maior, e sinto que hipertímico também, porque ele consegue me entender.